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La Niña: riscos e oportunidades no agro

Estamos sob influência de La Niña, porém ela tem se apresentado de forma curta e fraca, diferente do padrão clássico. As mudanças nos regimes de chuva e na temperatura devem ficar próximas da média, sem os extremos característicos desse fenômeno. No Brasil, mesmo com La Niña ativa, os sinais apontam para um comportamento não clássico:

  • Tendência de temperatura dentro da média, com possibilidade de calor acima da média em algumas regiões.
  • Tendência de condições de chuva mais próximas da média na maior parte do país.
  • O fenômeno deve perder força rapidamente.

Regiões que devem ficar atentas:

  • Centro-Oeste: tendência de retorno das chuvas de forma mais regular, podendo ocorrer veranicos.
  • Sul: possibilidade de episódios secos, mesmo sem uma La Niña forte.
  • Matopiba: tendência de irregularidade nas chuvas, podendo atrasar operações de campo.

Por que isso importa para as lavouras?

A produção agrícola depende da estabilidade climática. Quando o fenômeno apresenta comportamento atípico, aumenta a incerteza para o planejamento de plantio, manejo e colheita.

Impactos potenciais nos cultivos agrícolas

A atuação da La Niña deve favorecer um início de safra com chuvas mais regulares, criando boas condições para o estabelecimento das culturas de primeira safra. A melhoria da umidade também contribui para a recuperação de cultivos permanentes, como o café. A soja tende a se beneficiar de uma germinação mais segura, com menor risco climático no início do ciclo. Ainda assim, algumas áreas podem enfrentar falta de chuva, o que aumenta a possibilidade de replantios e queda de produtividade.

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